terça-feira, 12 de outubro de 2010

A triste história do rei Asa

O desvio de Asa
"E não houve guerra até o trigésimo ano do reinado de Asa"

(II Crônicas 15.19)


A passagem diz respeito ao reinado do rei Asa, em Judá.

Segundo as Escrituras, ele serviu fielmente a Deus durante trinta e cinco anos do seu reinado. Ele removeu altares estranhos (14.3), mandou que Judá buscasse ao Senhor (14.4), removeu os altos (14.5), edificou cidades (14.7), venceu batalhas em nome do Senhor (14.11). Foi tão sério em sua obediência que não vacilou em depor a própria mãe quando esta caiu em idolatria (15.16).

Entretanto, no trigésimo sexto ano de seu reinado, para se livrar da opressão de Judá, tirou tesouros da casa do Senhor e fez aliança com o rei da Síria, para que esta, por sua vez, rompesse com Israel, bem como atacasse a antiga aliada, o que de fato, acabou acontecendo.

Logo após tal ocorrência, o profeta Hanâni admoestou ao rei Asa, entregando uma palavra da parte de Deus, reprovando sua aliança com o rei da Síria. Asa, enfurecido contra o profeta, o castigou (16.10).

Pouco tempo depois Asa caiu doente de grave enfermidade, mas ainda assim não buscou ao Senhor, mas aos médicos. Desde sua desobediência houve guerras contra a casa de Judá, e o rei Asa, morreu distante dos caminhos do Senhor...


Podemos extrair algumas lições após meditar em tal passagem.

A primeira é a de que, ainda que tenhamos começado e vivido a maior parte de nossa vida de caminhada com Deus, precisamos ficar atentos para continuarmos fiéis até o fim de nossas vidas. Não importa o quão bem começamos, mas sim como terminamos. Asa começou bem, mas não perseverou até o fim. E o pior, quando foi admoestado pelo profeta, ao invés de se arrepender, fechou-se ainda mais em seu pecado. Ou seja, as glórias do passado ficaram no passado. Mesmo que tenhamos feito coisas maravilhosas em nome da fé e do evangelho no passado, importa sempre como estamos no presente. Somente quem perseverar até o fim será salvo.

Outra coisa que percebemos ao ler esta história é que, algumas pessoas, ao se desviarem, não retornarão mais, não importa quantas coisas ruins lhe aconteçam. Contra Asa, a partir de sua desobediência, multiplicaram-se as guerras e as doenças. Entretanto, nem assim, ele voltou-se para Deus. Não voltou, nem pelo amor, nem pela dor. Endureceu completamente o seu coração. Algumas pessoas rebelam-se contra o Senhor, e, ainda que sua vida vá de mal a pior, não se arrependem. O orgulho impede muitas pessoas de admitirem que erraram, e, portanto, não se convertem para serem curados.


Às vezes ficamos muito tristes e chateados quando alguém se desvia dos caminhos do Senhor, e não é para menos. Assistimos, em alguns casos, sua vida se complicar cada vez mais, e percebemos que mesmo assim a pessoa não volta. Infelizmente, tal fato não é incomum de ocorrer.

Portanto, prezados irmãos, quem está em pé, olhe para que não caia. O fato de termos sido fiéis a maior parte de nossas vidas não nos dá, diante de Deus, maior direito de pecar do que qualquer outra pessoa. Se o justo cometer a injustiça, Deus se esquecerá do seu passado de justiça; se o injusto se arrepender de suas más obras, Deus se esquecerá do seu ruim passado. Desenvolvamos portanto, nossa salvação, com tremor e temor nos caminhos do Senhor.