sexta-feira, 10 de abril de 2009

A religião do temor X religião do amor...







John Lubbock e outros que tiveram a oportunidade de observar a religião dos selvagens constataram que ela não é propriamente uma religião, mas um sistema terrificante de coerção espiritual.

O selvagem de forma alguma deseja estar ligado a seus deuses ou espíritos, antes deseja manter-se distante deles e aplaca-los de todas as maneiras ja que se tratam de seres caprichosos e vingativos, além de sumamente poderosos é claro.

Entretanto como não pode manter-se longe desta imensa falange de seres que povoam sua mente infantil julga dever aplaca-los por meio de um sistema assaz complexo de tabus e ritos.

Os Tabus funcionam como placas de transito religiosas cujo objetivo é alertar: não toque nisto, mude de marcha, vá por outro lado...

Muitas vezes o tabu esta relacionado a uma planta ou a um animal totem proibindo que este seja visto, molestado, comido, etc ou determinando que seja alimentado, adorado, etc

Viola-lo remete o selvagem a uma série de ritos expiatórios tendo em vista evitar o castigo a que esta destinado e que corresponde geralmente a morte ou algum acidente grave.

Muitas vezes os ritos devem preceder a ação tendo em vista evitar o tabu. Assim antes de coletar certa fruta - rara na região - deve-se esperar a ocasião propícia, fazer venias, orar, ofertar presentes e coletar apenas certo número - que comporta um significado místico - de frutos.

O simples fato da brisa mover as folhas duma bananeira basta para aterrorizar o selvagem que logo imagina estarem tais folhas povoadas por miriades e miriades de espíritos, conclusão: toma uma cabra ou uma galinha e vai imediatamente sacrificar aos espiritos da bananeira, pois do contrario - deixando de honra-los - poderia ser castigado...

Tampouco passa pela cabeça do nosso selvagem a idéia de morte natural: para ele nenhuma morte é natural...

Quando alguém morre durante uma caçada ou uma guerra, logo aparece um parente ou visinho para dizer que viu o falecido violar este ou aquele tabu... portanto, na verdade, tal acidente foi um castigo dos deuses ou espíritos ofendidos...

Aquele que deseja envelhecer deve antes de tudo decorar cada tabu e cada rito de expiação e gastar cerca de um terço de sua vida ativa praticando rituais, pois os senhores do mundo espiritual são tão despóticos e vingativos quanto os do mundo terreno.

Junto a cada pedra, árvore ou fonte estão multidões de espíritos, gênios e diabos esperando que o selvagem omita algum desses ritos ou desobedeça a algum preceito. Sem terem nada que fazer no ócio do além os espíritos aguardam ansiosamente pelo momento do castigo ou da vingança, eles certamente desejam que os homens pequem para castiga-los dolorosamente!

Logo, quando alguém morre repentinamente ou de doença, por mais velho que seja o defunto, é necessário consultar ao pajé ou ao xamã, para que este descubra quem lhe poz feitiço!
O pajé que geralmente habita numa tenda ou local a parte que é seu local de poder ou local sagrado - evidentemente que é tabu pisar nesse local - entra na aldeia cercado por assistentes e mulheres velhas que ao ve-lo se atiram ao chão e fazem grande bulício... nos sertões do Brasil ou em certas regiões da África guizos de serpente adornam suas mãos e pés, dentes de animais ferozes ou conchas circundam seu pescoço enquanto peles de jaguar, onça ou leão cobrem seus ombros. Ele tras diversas cabaças contendo poções amarradas a cintura junto ao saiote de palha , seu corpo esta todo pintado com sinais cabalísticos e sua fronte coroada com chifres e penas que são amuletos poderosos.

Sua figura é aterrorizante e faz lembrar as pinturas medievais do diabo.

Ele faz sua entrada na aldeia a noite ao som de matracas, atabaques ou gonzos e logo dá inicio a uma série de rituais diante do cadaver: as vezes lho interroga, as vezes entra em transe e incorpora a alma do falecido, etc Tudo com o objetivo de descobrir quem lhe poz encantamento.

Encerrados os ritos aponta costumeiramente para uma velha feia e detestada por toda a aldeia, a qual é bezuntada com mel e levada a um formigueiro quando não é esfolada e desmembrada de imediato pela turba enfurecida... punir ao criminoso é essencial para que os deuses ou o espírito do falecido não se vinguem em toda aldeia.

Para o selvagem matar um feiticeiro é como justiçar a um assassino convencional que matou seu vizinho a facadas... o ato de matar é o mesmo só a forma é que muda.

Ocorre-me uma história que ouvi de um missionário cujo campo era algum lugar - que ja não me lembro - da Oceania ou Sonda... este homem lá estava no tempo da segunda grande guerra, quando os japonezes iniciaram o bombardeio da ilha com o objetivo de invadi-la.

O povo que ali habitava possuia já certo gráu de adiantamento e estava há mais de um século em contato com os europeus, sem embargo parte dele ainda se mantinha fiel as crenças ancestrais de forte teor animista...

Mandava o costume local que os mortos fossem sepultados em jazigos subterraneos de pedra aos quais se chegava por meio duma escada e se trancava com uma pesada porta, semelhante as que se vê nas pinturas referentes ao sepulcro em que Jesus fora enterrado. Pois temiam que os mortos retornassem a vida como zumbis sugadores de sangue ou vampiros.

Durante um dos bombardeios mais fortes, quando nosso homem se dirigia a um desses sepulcros para refugiar-se nele - serviam como bunkers ou abrigos para os poucos elementos europeus e cristãos que habitavam a ilha - observou que uma mulher se encontrava do lado de fora chorando apavorada com o filhinho recém nascido entre os braços.

Sem saber se a mulher era cristã ou pagã o missionário imaginou que ela estava ali chorando por lhe faltarem forças para rolar a pedra do sepulcro e nele abrigar-se com seu menino. Assim sendo apressou-se em rolar a pedra e em entrar, esperando que a pobre lho segui-se mas - para sua surpreza - ela não o seguiu. Passaram-se alguns minutos e nada... então o homem voltou, saiu do sepulcro e viu que a mulher continuava ali, do lado de fora, em pé e chorando copiosamente enquanto as bombas choviam a seu lado...

Pensando tratar-se de choque psiquico ele se aproximou dela e lhe disse no dialeto da terra: --Senhora, fique sossegada, acabei de abrir aquele sepulcro, vá refugiar-se nele com seu filho ou do contrário certamente perecerá!

A mulher pareceu não compreender o que o homem estava falando e permaneceu ali boqueaberta por alguns instantes, enquanto ele tomava seu braço e dizia: Senhora vá!

Neste momento a pobre conseguiu balbuciar e lhe disse: Por nada entraria num destes sepulcros pois meu filhinho acaba de nascer e nossos ancestrais afirmaram que os espiritos dos mortos são capazes de entrar nos corpos dos recem nascidos se estes forem levados a algum sepulcro, tampouco eu, sendo de outra família, poderia entrar nele sem oferecer sacrificio - do contrário seria castigada...

Enfim nosso missinário lograra compreender a mentalidade dos selvagens: aquela mulher preferia enfrentar as bombas do que os deuses ou espíritos ancestrais! (para ela tão reais quanto as bombas) Preferia arriscar a vida num bombardeio do que perde-la fatalmente violando o tabu...

Estamos pois diante da religião do temor levada as últimas consequências...





- O judaismo um sistema de castigos temporais.



Os antigos hebreus conforme lemos em seus livros ainda não tinham conseguido superar tais pensamentos.

Haviam certamente eliminado a multiplicidade dos deuses e sobre espíritos nada sabiam... entretanto fizeram de seu deus javé o ser rancoroso e vingativo por excelência.

Como ainda não criam em qualquer tipo de inferno ou punição espiritual disposta para outra existência - mas numa cova coletiva chamada xeol, onde bons e maus viviam misturados na mesma sonolência sem saber o que se passava no mundo dos vivos - os hebreus atribuiam todos os sentimentos baixos e vulgares que seus antepassados outrora haviam atribuido aos deuses a seu deus único jave, o qual, por assim dizer assumia ares de ditador ou déspota espiritual.

Segundo esta concepção o jave hebraico se assemelhava a uma espécie de vigilante ou policial invisivel que ficava sempre a expreita com o objetivo de castigar temporalmente aqueles que violassem seus decretos e leis.

Sempre pronto a punir o deus étnico desse povo ora empregava raios como aqueles com que puniu Nabab e Abiu ao pé do altar, ora serpentes como as que morderam o povo no deserto, ora terremotos como o que engoliu a Cora, Datan e Abiroun, ora a lepra lançada sobre o Rei Oshea, ora naufrágios segundo lemos na profecia de Jonas, e por ai a fora...

Todo e qualquer desastre ou sinistro que testemunhavam os barbaros hebreus logo atribuiam a vontade positiva de seu deus, tendo em vista punir os pecadores. Jamais partiam de um pecado qualquer esperando a punição, pois sabiam que ela poderia pura e simplesmente jamais ocorrer (como de fato não ocorreu em todas as vezes que não houve catastrofe alguma) antes partiam - a posteriori - sempre da catastrofe, tendo em vista descobrir algum pecado e apresenta-lo como a causa do castigo, a mais elevada das manifestações de jave...

Como certamente uma multidão de pecados - os mais graves certamente - permaneciam ocultos diante dos homens e sem punição, os hebreus, que nada sabiam sobre leis naturais, partiam sempre dos acidentes ou catastrofes fazendo com que derivassem todos do mau humor ou dos milindres de seu deus...

Portanto se um vulcão explodia, se cessava de chover, se lavrava a peste, se enchentes e inudações destruiam as colheitas... eram indicios de que deus estava bravo ou ofendido... mais uma vez o povo conseguirá ofender o eterno com seus pecados, geralmente curvando-se diante de algum fantoche de pau ou pedra...

Parece que o deus eterno e infinito, plasmador dos universos tinham ciume de tais estatuas desejando todo culto apenas para si... Ignorando que os ídolos nada são, o grandioso jave fazia muito caso deles...

Ao menos a mente infantil dos hebreus encarava as coisas desta forma e seus padres - que vivam do altar - afirmavam que se o povo não servisse apenas a adonai seria castigado por ele, afimal Adonai exigia o monopólio da adoraçao exclusiva, irritando-se sempre que os banu Israel não lhe prestavam culto. Ou os banu israel cultuavam-no como ele desejava - oferecendo-lhe sangue, gordura, medulas e viandas em quantidade - ou ele os puniria pois era todo poderoso... (embora não soubesse fabricar sangue, gordura, medulas e viandas!)

O ser cultuado pelos hebreus jamais teve noção de culto expontâneo ou de liberdade religiosa. Desejava ser servido e adorado pelo povo que escolherá para isso e pronto. A vontade ou os sentimentos de X ou N pouco lhe importavam já que o pode estava em suas mãos e ele podia castigar a quem quizesse.
Havia um contrato entre jave e os hebreus: eles lho alimentavam e incensavam e ele lhes dava terra, alimentos e mulheres, garantindo o sucesso das razias ou piratarias que eles realizavam...

A espiritualidade hebraica anterior aos profetas pode ser descrita pela seguinte relação: ou voces me adoram ou eu castigo voces... ou me prestam culto ou os puno... Se me cultuarem todavia encararei seus vícios e maldades como virtudes e predicados.

Ora tal relação não reflete nem de longe a relação amorosa que existe entre um Pai e seu filho, na qual o Pai deseja apenas o bem do Filho e o filho deseja honrar expontaneamente ao Pai Bondadoso.

A religião hebraica foi depurada apenas quanto ao número, entretanto quanto ao cárater seu deus é tão mesquinho e imperfeito quanto aos deuses pagãos, entre Jupiter e Jave não há diferença essencial, pois se Jupiter fulmina Asclépio porque este lhe desobedece e ofende, Jave pune Osa por este ter desejado honra-lo...

Efetivamente o deus hebreu se torna uno, mas esse uno não é amor, senão temor de castigos temporais: temor da fome, da sede, do frio, da peste, dos terremotos, dos raios, etc e nisto não há base para uma religiosidade pura e sádia...

O deus dos hebreus ameaça e coage como se fosse uma criança mimada ou como se tivesse a necessidade de ser paparicado... é um ser insuficiente, insatisfeito, inseguro, inferior ao Deus de Aristóteles potência impassivel que da forma aos universos.

O infantilismo atribuido a divindade tende a profana-la supondo haver nela imperfeição.

Era necessário que o grande Instrutor fizesse sua entrada no mundo para vindicar a perfeição divina e inaugurar o patriteismo, concepção tão acima do monoteismo azedo dos hebreus e dos muçulmanos quanto a cúpula dos céus esta acima da terra.



- Quando o amor lança fora o temor.



Apesar de que a Cristandade apóstata e judaizante tenha procurado conciliar o amor com o temor, o amor e o temor são inconciliaveis...

Ou amo meu Pai ou temo a um verdugo...

Amar e temer seja a meu Pai ou ao verdugo não posso.

Pois o amor expele o temor.

São dois princípios opostos e contraditórios.

Conforme a religião do temor: devemos evitar o pecado para escapar aos fogos do inferno. Por isso que o concilio de Trento ousou decretar que na exomologese a atrição é suficiente para lograr o perdão dos pecados.

Por atrição comprende-se a teoria ímpia segundo a qual o homem pode ser absolvido apenas por temer o fogo do inferno...

Enquanto a contrição - para os ortodoxos o único sentimento aceito por Deus - consiste em verdadeira dor e ódio ao pecado cometido e o desejo de jamais comete-lo por amor ao Pai.

Assim a piedade falsa tem em vista apenas as supostas ameaças de castigo espiritual referentes ao além túmulo e não a natureza divina.

Tais pessoas muito rezam, muito jejuam e são capazes de realizar sacrificios tão terriveis como os que eram realizados pelos antigos maias que atravessavam suas linguas com espinhos de agave ou pelos hindus que se lançavam sob as rodas do carro de Jagrenate... pois como dizia Epicuro "O homem escravizado pelo temor dos deuses torna-se completamente cego."

Imaginando ser lançado a geena de fogo e desejando escapar a qualquer custo - desde de que não precise executar boas obras - este homem inventa uma porção de amuletos - escapularios, agnos deis, medalhas, etc - e de feitiçarias - cinco sábados, nove sextas feiras, quinze dores de Cristo, etc - enlameando e corrompendo até mesmo as coisas santas (como as medalhas - que são símbolos ou referências - as ícones, os círios, etc). Ensandecido pelo pavor do inferno ele tudo desvirtua e corrompe.

Não cogita em obter o paraiso e em adiantar-se na comunhão divina pois sabe que para isso é necessário labutar na vinha do Senhor... e isto não quer de forma alguma, deseja apenas escapar as punições e castigos sensiveis que imagina haver após a morte.

Incomodam-no as chamas, os vermes e o enxofre literalmente concebidos, de Deus não cogita, Deus não lhe interesa... preso a superstição e atrelado a ignorância nosso homem não deseja obter Deus e unir-se a ele, mas contenta-se com não ser castigado.

Se pudesse viver para sempre neste mundo ou ser aniquilado após a morte viveria como perfeito ateu, até compreender a revelação daquele Pai pelo Senhor Cristo...

Entretanto a doutrina do inferno e da atrição atraem-no a igreja e projetam nele uma religiosidade monstruosa, que nada tem de sã ou de edificante porque não esta firmada no amor.

E o que não esta firmado no amor não possui qualquer serventia...

Assim se reproduzem no seio do Cristianismo atitudes típicas do paganismo selvagem ou do judaismo ante profético...

O Cristianismo deixa de ser o que realmente é: um sistema de união de Deus com suas criaturas, ora adotadas como filhas em Cristo, e sua reintegração no Pleroma. Para ser o que não é: uma superstição grosseira destinada a livrar os seres humanos de certos castigos referentes a vida futura.

Mas o Cristianismo não é nada disto: ele não é salvação do mal e do pecado apenas, mas acima de tudo união com Deus em Cristo.

Os infernistas em sua maioria são neutros ou indiferentes para com o Pai e quase todas as suas atenções estão voltadas ou para o mítico inferno ou para supostos castigos temporais, o que é ainda pior...

Porquanto muitos cristãos ainda pintam o Deus Verdadeiro de Jesus Cristo, como aquele deus vingativo e rancoroso de Abraão, Moisés, Josué, David, etc

Entretanto "Deus é amor." afirma o aquele que repousou sua fronte no seio do Senhor!

E no amor não há temor...

Inda que o tal inferno fosse verdadeiro o cristão não lho temeria pois sabe que Deus morreu na Cruz para resgata-lo e que se resgatou-o a custa de tantos trabalhos é porque o ama.

Sabendo-se amado por Deus o Cristão só teme pecar, não por causa do castigo, nem cuidando de que ao pecar atinge ou ofende a Deus, mas apenas e tão somente porque ao pecar não age de acordo com a vontade do Pai. Como filho amoroso o Cristão teme sobretudo viver de modo oposto a vontade de seu pai, pois deseja imita-lo e viver como ele...

"Deus se fez homem - afirmou o Teóforo - para ensinar-nos a viver como deuses."

E de fato nossa adoção em Cristo pouca coisa não é, mas a semente da Theosis...

O Cristão não teme nem o Pai nem o castigo, teme apenas o pecado porque ama o Pai e deseja regressar a ele.

Ao Pai não pode temer pois sabe que o Pai deseja sempre o bem do Filho: quem de vós dará a seu filho uma pedra se ele lhe pedir um pão?

O cristão sabe que os castigos impostos pelo pai - sempre espirituais e jamais sensorios ou temporais - são todos medicinais e corretivos tendo em vista sua recuperação espiritual. ele sabe que seu Pai é bom médico e excelente pedagogo e não um senhor ou um tirâno.

O cristão sabe que em Jesus Cristo é Filho como o Filho natural, pois Jesus Cristo ao fazer-se homem e ao nascer da Virgem Pura torna-se nosso irmão. Sabe o Cristão que é Filho de Deus, Irmão de Deus e Templo de Deus, família de Deus enfim e dispoto a divinização...

Por isso o Cristão só teme atrasar a sua theosis pela aderência ao mal, de fato quando peca e se peca ele aspirar por fazer penitência, por reparar seu crime e por não pecar mais. Porque sua meta não é evitar qualquer castigo eterno, mas pela medicina e correção divina adquirir a posse de Deus e ser possuido eternamente por ele, e nele abismar-se e talvez ser absorvido por seu Ser divinamente rico como uma gota de mel se dissolve no Oceano.

Ora nesta religião não há espaço para temores e receios pois é uma religião de esperança para tantos quanto amam ao Pai e aos irmãos, praticando o bem e honrando a virtude.

Efetivamente a fé ortodoxa não é uma fé soturna e alguns dos nossos chegaram a classificar a tristeza como pecado. Após a anastasis do Senhor a alegria brilha sobre o mundo e sobre um mundo rumo a sua plena reconciliação...

É tempo da noiva ataviar-se para receber o noivo e desposa-lo para sempre, por isso não há espaço para canticos funebres e lamentos, desde o dia da ressurreição o estado da Igreja é um estado de alegria.

Efetivamente a igreja ortodoxa é a igreja da anastasis ou da ressurreição e o povo ortodoxo é um povo alegre e feliz pois não vive obssecado pelo temor de castigos.

Não tememos reproches da parte do Senhor e doador de toda graça, antes confiamos na sua benevolência e esperamos uma santa ressurreição para a paz.

No próximo artigo veremos como certas Cristandades elaboraram todo um aparelho coercitivo tendo em vista aterrorizar seus membros e como desta forma profanaram a verdade...

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